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quarta-feira, 6 de abril de 2011

DE PROFUNDIS...
(E esse nome está com Wilde, comigo, salmo, and so on...)
Hoje, je voudrais dire que...

Meu corpo é minha prisão, e talvez seja esta pena apenas para escrever, mesmo porque, pena não se paga. Apaga (mas... tudo??)!

Tudo não, talvez quase nada, pois hoje, pela rua, percebo que os olhos azuis são doces; bom tom com a cor rosa de sua pele que está dourando (“tô” adorando). Os verdes... ah! esses são o diabo, maravilhosos... Mas para mim, não há nada como os olhos azuis; são fantásticos! E sendo assim, penso eu até em ter olhos azuis. Ah! por essa cor, com certeza, os meus azuis serão de “plástico”, sintéticos, mas serão azuis. Eu os adoro!

E nesta tarde, de você, eu só fiquei com a silhueta pelo vidro, que nem espelho era (que pena!). Teu tom tonitruante me percebeu. Foi rápido, ligeiro, e foi trovão. Trovo eu para ti, te escrevendo.

[E] Pelas outras ruas, percebo homens e mulheres, grandes e pequenos, todos bonitos, mas bem bonitos mesmo (precisa ver)!

Precisa ver como eu vi, ou melhor, acabei de ver, os olhos azuis. Algo assim como anjos que descem à Terra para nos visitar (é bem assim que eu sinto). Mas... de toda forma já foi, partiu, talvez volte “um dia, quem sabe...”. (eu não sei, mas quero saber...)

Fico pensando também que a pessoa que não tem os dentes, está banida, aussi, de sua agressividade, impulso... Ela se recolhe, retrai, sobre e subtrai. Fica menos... e sem temenos falta algo que completa, que faz diferença. Ter os dentes é condição de felicidade!

E eu gosto do oriente, do que vem de lá, seus sutras, mantras, e tudo o mais me orientam... (Orientao). Gosto de Capra falando de lá para nós (de algures e alhures), de sua Imago Dei: “Aquele que, habitando em todas as coisas -É, no entanto, diverso de todas as coisas, -Aquele a quem todas as coisas não conhecem -Cujo corpo é feito de todas as coisas, -Que controla todas as coisas a partir de dentro -Aquele é a sua Alma, o Controlador interior, -O Imortal.”.

É texto ad hominem, e sendo assim, então, aquele sou Eu, Você, Nós e todas as outras pessoas deste verbo divino.

Algo que bem poderia ser um aforismo do I Ching, Tao-te King, ou parecido [ouça]: “-Esta flor não é a que lhe dei!. -Bem... nem eu, mas se esse é o caso, pode ficar com ela; pode mesmo; fica bem, fica bonita com você; juro! Com certeza é sua; leva!” – “Assim é a vida: cair sete vezes e se levantar oito!” (isso Barthes trouxe d’oriente).

Para Libra: EuqueLibro. É verdade; sou eu “que” livro a ânsia de Libra (a lança da víb’ra – c’est moi!). (talvez isso dê um livro; não sei; a ver...) 

Et... por falar em Klaus Kinski, eu gosto dele, gosto muito; gosto tanto, que gosto de sua filha (adoro!)  Natasja Kinski (ela é linda em “Os Amantes de Maria”, “Paris Texas” e “foto com serpente”).

É ótimo poder fazer coisas que nunca se fez na vida. Só para te lembrar: “Em minha vida, que eu possa fazer tudo o que posso fazer”! E já que é assim, modular o som é extasiante (e isso já posso fazer, já faço et já fiz – coisa de sarraceno, não??!).

E tem uma parte assim, que eu gosto, gosto muito; olha [ouça]:

“Quando a terra tremia, ou quando grassava a fome ou a peste, quando as chuvas diluvianas inundavam os vales, quando a seca destruía as colheitas, os homens obscurantistas experimentavam os únicos remédios possíveis: a encantação mágica, a oração a Deus.”; isso vem de Charroux, sua história anterior, remota, antiga (acredite..., pode acreditar, é verdade!).

Gosto de música, seus instrumentos, mas “sobremaneira” piano, do som de suas teclas, do eco que ressoa no coração (et ça, je sais beaucoup par coeur!). É maravilhoso, é bom demais poder ser música; e, cardealmente falando, que seja e venha ela dos quatro cantos do mundo; eu as aceito e quero!

Ser humano de novo, mas novo, novinho, ou melhor, novíssimo. Vontade minha e de muitos que estão por aqui, que sentem, mas ainda não estão sabendo que a indicação é ser humano: ação que indica ser o ser. Assim seja. 

Ignotum per ignotius, obscurum per obscurius. E dessa forma começo a busca dentro de mim; assim me ficou mais claro, pois de Einstein quero saber que “A mais bela e mais profunda emoção que podemos experimentar é a sensação do místico”. Aos “terremotos”, êxtase e dedicação eu procuro, e agora sei e aceito que essa é minha forma de chegar ao “Inominável”; é admirável sabê-lo, e isso é: Áries casa IX. “Com amor, lápis de cor, desenhei uma casinha pra gente ir morar...”. Você vem comigo?!

Não?! “Ah! meu amor, quantas pequenas traições, pobres mentiras diplomáticas de puras intenções”. Será que seríamos “condenados” por isso?

Não sei... Mas o que quero mesmo é serestar livre, o líbero, vivendo, aproveitando as oportunidades que também são de mim; isso quero, quero muito (bem grande).

Não sabe?! Não, não sei? Seria bom se eu/você soubesse, se qualquer de todos soubesse. Não sabe ainda? Não, ainda não! É... vamos fletir e refletir, pensar e vergar* (vergar: ver/enxergar – qual é a diferença?). E agora... continua ainda sem saber? Não, agora eu consegui vergar; vejo porque percebo pela visão, e enxergo porque entrevejo, meio confuso, ao longe, mas enxergo. Agora eu sei!

E o que você percebe (o que consegue vergar)? Eu? Bem, eu vergo aqui, a mim, a ti, o que se passa entre nós (nós...: posso desatá-los?). Claro que pode; ou melhor deve; eu estava esperando isso desde nosso começo. Você percebeu; percebe rápido, ligeiro como Mercúrio. Que bom, fico contente com isso, pois assim não me cansa, entedia, machuca e maltrata. Ah! não, isso não. Pode ter certeza, machucar eu não machuco não. Sou pela paz, pelo amor, pela cura, sou Mercura (aquele que rapidamente cura). Jura? Juro! Bem... então se é assim, me cura; é isso aí, é isso mesmo! Te curo, claro, sou também epicureu (hedonista??!!)... Daqui para frente, imagina só... Eu salmodio, e “que [seus] vossos ouvidos estejam atentos à voz de minha súplica”. Sans plus... au revoir!



*Curvar-se, dobrar-se, inclinar-se; por extensão, verga (chulo): o pênis.

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